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HISTÓRIA
História da A.A.A. XV de Julho desde sua fundação em 1991 até os dias de hoje

 

 
FUNDAÇÃO DA A.A.A. XV DE JULHO: as primeiras gerações (1991-1997)

Para entendermos um pouco sobre o início da história da Atlética, é importante ter uma idéia geral sobre a cultura esportiva da UNICAMP na época de sua fundação. Ainda no final da década de 1980, poucos cursos possuíam uma entidade que tratasse exclusivamente de assuntos esportivos e não existia quase nenhuma atlética, a excessão de alguns cursos como a Engenharia Química e Elétrica. Na maioria dos cursos era comum que os respectivos centros acadêmicos (CAs) tivessem uma diretoria esportiva e era esse nosso caso no fim da década de 1980: as questões esportivas envolvendo os alunos do IE/UNICAMP eram tratados pela diretoria esportiva do CAECO.

Em 1989 assumiram essa diretoria os dois amigos Roberto Garibe e Daniel Mendonça de Barros, que iniciaram um processo de maior integração inter-cursos na UNICAMP através de competições esportivas, dentre elas um campeonato de futebol IFCH x IE.

Um ano depois, em 1990, um estudante da FEF, chamado Ademir, organizou praticamente sozinho um torneio entre os calouros da UNICAMP, fazendo nascer a, hoje bem tradicional, "Calouríadas da UNICAMP". Diante da organização deste campeonato, Garibe, Daniel e sua turma deram luz à crescente importância das competições universitárias e iniciaram o processo, concretizado em 1991, de fundação da entidade independente (e regimentada em cartório) "A.A.A. XV de Julho".

Apesar da importância que hoje damos para essa criação, na época ela foi feita sem grandes alardes – mesmo porque o CAECO manteve sua diretoria de esportes até 1992. Neste período de coexistência entre Atlética e diretoria esportiva do CAECO a primeira era responsável pelos assuntos externos ao IE, e a segunda aos internos.

Se no começo a intenção da fundação da entidade era representar os alunos do IE dentro da Universidade, não demorou muito até ela alçar vôos mais distantes. Foi no mesmo ano de sua fundação que os representantes da A.A.A. XV de Julho participaram ativamente da criação e da organização da LAACE – Liga das Atléticas Acadêmicas de Ciências Econômicas. A LAACE organizou, em 1991, a I Economíadas, que acabou por ser o primeiro torneio oficial que a XV de Julho tomou parte.

Aliás, um fato interessante sobre a história da Economíadas é que apenas a GV, o Mackenzie e a UNICAMP participaram de todas as 16 edições deste torneio (até 2006).

Mas, voltemos à história da fundação da XV de Julho. Passada a primeira Economíadas, Daniel Mendonça de Barros e Roberto Garibe passaram os bastões para uma segunda geração de atleticanos (Álvaro Pimentel, Janaína e, principalmente, Roberto Wong), que deram seqüência no trabalho da XV de Julho.
Entretanto, segundo Roberto Wong e Roberto Garibe (em entrevista à revista O Coiote de agosto/2005), a Atlética depois dessa segunda geração passou por gestões menos expressivas e o crescimento da entidade se estagnou até 1998/99.

A ORIGEM DO NOME E DO MASCOTE
    
É muito comum as pessoas associarem o nome "XV de Julho" com a fundação da Atlética. Porém, a história não é bem por aí.

Infelizmente, como tratada acima, a fundação da Atlética foi feita sem grandes alardes e não houve nenhum grande evento que a marcasse.Além do mais, por que raios a Atlética seria fundada bem no meio das férias de julho?!

Mas, a real é que Garibe e outros membros da recém-fundada Atlética reuniram-se para escolher um nome para a instituição. Dentre diversas sugestões bizarras, como "Amigos do Belluzzo", tinha uma mais normal: 15 de julho, em referência à data de fundação do Instituto de Economia da UNICAMP. Garibe, cuja mãe nasceu em 15 de julho, gostou da idéia e o resto é história.

Nosso mascote – o coiote –, bem como nosso nome, também tem uma origem desconhecida pela maioria das pessoas. Segundo os fundadores da Atlética inicialmente o mascote era um lobo. Lobo, sem grandes motivos. Porque era um animal considerado bacana pela galera e que não havia sido escolhido por outra faculdade.

Entretanto, em 1992 uma chapa do CAECO (da turma 91, "Império do Mal") produziu uma camiseta com um Coiote (da WB) esganando um Papa-Léguas. Tamanho foi o sucesso da camiseta que, a partir daí, o Coiote passou a ser o mascote oficial da Economia UNICAMP, deixando o lobo no esquecimento.

EXPANSÃO DAS ATIVIDADES: a Atlética após 1998

O final da década de 1990 foi de grandes transformações para a XV de Julho. Transformações que moldaram o que ela é hoje e que não param de acontecer desde então. Em linhas gerais, atleticanos como Mário, Rafão e Rubão 98 deram início a um processo de crescimento das atividades da Atlética. A partir destes aumentaram as atividades da entidade visando uma maior arrecadação de recursos e, com isso, também foi possível dar melhores condições a nossas equipes e demais associados.

E os resultados apareceram logo. Em 1999 lideramos a organização da I Economíadas Caipira e fomos vice-campeões. No mesmo ano, fomos campeões do Intercursos da UNICAMP. E esse feito se repetiu em 2000 e 2001, quando nos consagramos tri-campeões do Intercursos. O vice-campeonato da Caipira também era algo que persistia. Por (poucas) vezes por questão esportiva e por outras (muitas) vezes por questões de bastidores, nosso grito de "é campeão" sempre ficava entalado na garganta. Entre 1999 e 2003 fomos vice-campeões da Caipira em 4 das 5 edições. Isso precisava mudar, e mudou em 2004, em Porto Ferreira.

Diante de um bom trabalho, tanto dentro, como fora das quadras (e nos bastidores, claro), finalmente levantamos o caneco da última edição da Economíadas Caipira. Depois do título, e diante do preocupante cenário de insegurança destes jogos, repletos de brigas e confusões, a UNICAMP honrosamente se retirou da organização deste torneio e deu novos rumos aos seus objetivos.

A saída da Economíadas Caipira parece ter motivado os Coiotes do IE a focarem em melhores resultados na Economíadas (Paulista). Já em 2004, agarramos um excelente 5º lugar na classificação geral, com vitórias das equipes de vôlei, basquete e tênis de campo feminino e tênis de mesa masculino.

AGENDA CHEIA: eventos da Atlética em 2005

O calendário de 2005 foi diferente. Em vez de Caipira no primeiro semestre e Economíadas (Paulista) no segundo, tivemos dois jogos no primeiro semestre (Universíadas  Caipira e Desafio do Interior) e dois jogos no segundo semestre (Economíadas e Spring Break). Quem vivenciou estes jogos sabe que a troca foi boa.

Já em abril (feriado da Páscoa), fomos para Americana disputar a Universíadas Caipira contra a FAM-Americana, a Med-UNICAMP e a ESALQ-USP. Resultado dos jogos: bom nível esportivo e excelente nível de baladas, que contaram com um open-bar muito bem servido e show de nada mais, nada menos, que Jammil e Uma Noites. Em maio, fomos para Santa Rita do Passa Quatro, enfrentar Med-Pucc e mais outras 7 faculdades no Desafio do Interior, em que fomos vice-campeões.

Depois das férias, em agosto, Festa (fora de época) de XV Anos da XV de Julho; em seguida, descemos a serra e fomos para Juquehy disputar a competição de praia Spring Break Brasil; o ano ainda teve Num Güenta Bebe Água III; e para fechar o ano, a cereja do bolo: XV Economíadas Guaratinguetá-SP, em outubro.

Esta Economíadas foi fantástica, pois novamente conseguimos cravar a 5ª colocação na classificação geral. E não foi só felicidade no esporte, não. Nossa Tenda GV-UNICAMP estava simplesmente fantástica, com direito a apresentação mais que exclusiva do mestre Jorge Ben Jor e muita cerveja gelada. A única parte ruim foi ter que voltar para Campinas.

Mas, de volta à Campinas ainda sobrou espaço nessa lotada agenda para uma festa para premiar os Atletas do Ano 2005, com direito a competição do I Interbrejas do IE.

 O TEMPO NÃO PÁRA: eventos da Atlética em 2006

Com o anunciado fim do Desafio do Interior e o surpreendente fim da Universídas, uma grande dúvida pairou no IE: para onde vamos no primeiro semestre de 2006? A resposta tardou um pouco, mas logo que veio já foi motivo para novamente esquentar os motores, treinar forte e rumar para uma nova jornada: os Jogos Mix, em Itapetininga. Estes se mostraram uma boa aposta para o futuro. O Mix, como poucos jogos, têm um eqüilbradíssimo nível de competição entre os participantes, tanto em nível esportivo, como em tamanho de delegação. E, como resultado, vimos um jogos em que a integração e o clima de diversão sobressaíram.

Ainda em 2006, tivemos a Festa (agora, na época certa) de XV Anos da XV de Julho e a organização do primeiro torneio Interanos de futebol society, que foram grandes sucessos de crítica e público. Tivemos ainda Olimpíadas da UNICAMP, e a Primeira Copa Universitária de Voleibol, em que nos sagramos campeões do naipe masculino.

E como não poderia deixar de ser diferente, terminamos o ano com a XVI Economíadas, que contou com novos participantes, uma já tradicional fantástica tenda GV-UNICAMP (desta vez, com show do Art Popular), mas com uma consagração inédita. Em uma campanha maravilhosa, a Família Batista (apelido carinhoso da nossa equipe de futebol de campo) venceu fortes adversários (FEA-USP e FGV) e chegou à final contra a ESPM. Foi a primeira final de Economíadas que disputamos desde a edição de 1994.

Poderíamos dizer que "infelizmente, não ganhamos", mas essa história não tem nada de infeliz, apesar da derrota na final. Nossos jogadores fizeram história, mandaram mais um troféu para nossa sala e eleveram, como poucos, o nome da Economia UNICAMP. O IE inteiro vibrou muito, se sente muito orgulhoso deste feito e espera que, num futuro muito breve, a Família Batista, e outras equipes do IE, possam alçar vôos ainda mais distantes.

 
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